segunda-feira, 30 de julho de 2007

As férias acabaram!

Muito bom e lindo dia, querido blog!
Minhas férias acabaram! Foram lindos dias ensolarados, na maior parte desse curto espaço de tempo que, aproveitei para fazer mil coisas não feitas antes, em condições climáticas adversas.
Destaco as visitas que recebi e fiz! Foram oportunidades de encontrar-me com pessoas muito próximas e queridas que há muito tempo não encontrava. Penso que a troca de energias positivas desses encontros foi motivação e estímulo para fazer outros e assim voltar das férias com baterias recarregadas para mais uma etapa.
Já está aí, o começo da segunda metade do ano para mim! E eu nem percebi! A vida, vivida com intensidade, não me permite ficar contando o tempo.
Recomeço, hoje, com todas as atividades que eu havia dado um “stop”, inclusive postando em ti, querido blog.
Percebo, com orgulho, que já atingistes a marca de mais de 3 mil visitantes, blog querido. Continuo me perguntando, como consegues isso? Qual o atrativo? Quem são os teus leitores? Poucos se manifestam se compararmos com o número total de acessos. Mas, é justamente em respeito a esses leitores que vou continuar postando em ti, pois a cada dia que passa, fica mais difícil descrever com precisão ( e a mesma emoção, é claro) todas as coisas boas que vivenciamos nesse GTF VIII.
Durante minhas férias participei, com muita alegria, de alguns eventos e destaco o que foi uma grande celebração:

A “Liberte,Egalité, Fraternité” esteve, sim, presente à data magna da França, relembrado pelo Instituto Roche e o STB –Brasas.É bem difícil entender como essas três palavras possam, juntas, produzir um estado de espírito, em quem as sente, num evento tão marcante como foi esse. Começando pelo dispor aos presentes, uma farta mesa de salgadinhos, patês, etc...,(onde o bleu,blanc,rouge se mostrou - antes mesmo de as mesas estarem completas), outra de doces confeitados, cucas, tortas e ainda uma quantidade de bebidas de qualidade. Tudo trazido pelos próprios participantes! Delícia!E aí a fraternidade!
A liberdade de se trazer o que bem aprouvesse!
E, finalmente, a igualdade, pois estávamos ali com o objetivo de festejar data tão importante para a nação francesa e também para o mundo.

A maioria dos integrantes do Grand Tour de France VIII se fez presente, querido blog. Foi um reviver nossa viagem, intensamente!A troca de fotografias, CDs com fotos, e tantas outras coisas, criou um clima jovial, como a gurizada faz trocando figurinhas de álbuns de coleções! Surpreendente! Marcante!



A energia e entusiasmo de nosso líder, Beto, reforçam esse sentimento de fraternidade que se vivencia nessas ocasiões.




As palavras de nosso ídolo, M.Roche sempre comovem pelo entusiasmo com que fala da França. Estávamos no dia 13 de Julho e no seu discurso, descreveu-nos, como historiador que é, o como deveria ter sido a noite de véspera da Queda da Bastilha. Foi realmente tocante o que ouvimos!”

Querido blog, quase tudo que está entre aspas, acima, foi “copiado e colado” do blog do ano passado (à exceção das fotos), pois a celebração deste ano foi tão maravilhosa quanto aquela, poupando-me de “quebrar a cuca” para ser precisa no meu relato.
A perspectiva de novos reencontros sempre nos remetem a idéia de que estaremos em viagem outra vez!
Pois o grupo já se prepara para embarcar, em fevereiro, para o Egito! Fico impressionada com a disposição do Monsieur e Madame, para estar conduzindo, em tão pouco tempo, para esse país que habita o sonho de muita gente pelo seu fascínio!
E agora chega de sonhos, vamos agir porque as férias já terminaram, querido blog. Começamos agora, uma nova etapa. Vamodenovo?

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Giverny

Olá meu blog!
O clima aqui no Rio Grande do Sul está convidativo para se ficar no aconchego da casa, com um foguinho na lareira, saboreando um chá quentinho e analisando o acervo de fotos.
É justamente pela limitação real do espaço que imediatamente me transporto para o virtual e aí sim, deixo de lado esse aguaceiro que têm sido os últimos tempos e, chego ao lindo dia ensolarado, e de temperatura agradável, que tivemos quando fomos visitar a propriedade onde, a partir dos anos 1880, viveu Claude Monet.


Esse célebre pintor imaginou e compôs um imenso jardim que se tornou o tema central de seus quadros.








A propriedade foi doada por seu filho Michel (1878-1966) à Academia de Belas Artes. Após importantes trabalhos de restauração, conduzidos pelo Senhor Gerald Van der Kemp, a propriedade abriu suas portas ao público em junho de 1980.
Os jardins foram cuidadosamente reconstituídos graças a ajuda dos cadernos dos jardineiros de Claude Monet e também com testemunho dos que ali trabalharam e que poderiam trazer alguma informação técnica. De qualquer forma, foi contratado para esse trabalho, o jovem Gilbert Vahé, recém diplomado da Escola de Horticultura Francesa, que ainda nos dias de hoje tem muito cuidado para que seja respeitado o que Claude Monet chamava de “a mais bela obra: um quadro da natureza”.


Estar nesses jardins é sentir-se dentro de um quadro de Monet!










E mais, não consigo definir claramente, se o nosso grupo ficou mais bonito porque estava nesses jardins ou se, os jardins ficaram mais bonitos porque o nosso grupo estava lá!




E aí volta ao assunto a cultura nipônica, pois a “ponte japonesa”, num recanto desse jardim, se tornou a imagem emblemática, motivo de inúmeras obras de Monet, e também a casa onde residiu o pintor, ainda decorada com a importantíssima coleção de gravuras japonesas formada por ele ao longo de toda sua vida.


A cultura nipônica volta ao assunto, querido blog, porque a postagem colocada em ti sob o titulo FRUTAS, faz essa referência. E aí me apercebo, que o tema tem evoluído com pessoas amigas e chega-se a constatação de que os japoneses aplicaram nas frutas a técnica das flores, isto é, deixá-las com cores mais vivas e de tamanho maior. Nessa transição perdeu-se o aroma, em ambas, e o sabor nas frutas. Mas isso tudo é empírico, querido blog, apenas divagações.
Voltando a Monet, é provável que o fascínio que tinha à cultura japonesa , tenha estado diretamente ligado ao cultivo das flores, cuja tradição pode ser até classificada como artística.

A chamada “Bassin au Nymphéas” é um lindo lago (ou açude?) , onde está uma espécie de flor tipo, a por mim conhecida como, vitória régia. É realmente lindo esse lugar, tanto que está sendo imortalizado a cada ano, por milhões de fotos! Inclusive as nossas, pois acredito que o grupo inteiro usou toda a capacidade de suas câmeras para registrar um pouco desse belíssimo lugar.





A família Monet apreciava muito as aves e os ovos frescos. Para lembrar essa vida rural, alguns animais de pequeno porte ocupam permanentemente um espaço protegido, ao lado da moradia.







A casa de Monet é pintada de cor-de-rosa com as aberturas verdes.





Não era permitido fotografar no seu interior, porém, acredito que a vigilância facilitou um pouco, quando por aí passei e não resisti, fiz alguns registros que aqui estão.











Depois fomos almoçar no restaurante do Ancien hôtel Baudy, localizado na mesma rua da casa de Monet. O lugar é aconchegante e significativo, pois aí Monet se reunia com a família e também com seus amigos pintores, como Renoir, Rodin, Cézanne e Sisley.
No deslocamento entre a casa de Monet e o Hotel Baudy fui inebriando-me com tudo que via. Por exemplo, essa placa indicativa de outros lugares para se visitar nessa região.
Lembro que algumas pessoas me perguntaram, quando me preparava para essa minha quarta visita à França,: “...de novo? Ainda não a conheces o suficiente?” Penso que não se consegue isso, pois se visita algumas cidades de algumas regiões, a cada viagem, ficando de fora muitas outras pequenas cidades com inúmeras atrações.
Enquanto eu puder, querido blog, irei à França para conhecer novos lugares e reencontrar-me com Paris! Vamodenovo?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Moët & Chandon

Olá querido blog!
Reencontrar as pessoas com quem partilhamos momentos inesquecíveis em viagens do Grand Tour é sempre algo gratificante. Na semana que passou tive essa oportunidade encontrando pequenos grupos, tanto da viagem deste ano como a do ano passado. Receber mensagens por e-mail e mesmo pelo correio, além de amáveis telefonemas para um bate papo, tem remetido meu pensamento para aquelas longínquas terras onde deixamos nossa admiração. E lembrando de nossa visita a Maison Moët & Chandon é que passo a falar um pouco dessa vivência.

A possibilidade de conhecer esse marco da região da Champagne, foi esperada por alguns de nós, como a culminância do roteiro. Eu, que não havia criado expectativas, fiquei extremamente surpreendida com tudo que vi e que aprendi!

A região chamada Champagne se estende por colinas suaves, doces e douradas a maior parte do ano. O que às vezes aparenta ser uma monotonia, na verdade é mesmo uma harmonia. E a bebida champanhe é, como dizem os entendidos, o mais elegante dos vinhos. Ele tem o poder de conduzir-nos a todos os estados de espírito.

A casa Moët & Chandon, que tem Dom Pierre Pérignon como patrono, é uma das maiores proprietárias de vinhedos de toda a Champagne. Esse monge beneditino do século XVII, Dom Pérignon, foi quem, com os diversos tipos de vinhos da região, fazendo misturas percebeu a formação de bolhas. A partir daí revolucionou o vinho tradicional chegando ao champanhe.

A bebida ali fabricada é composta por três espécies de vinhos oriundos das uvas: Chardonnay – que lhe dá o frescor e a acidez, Pinot noir que fornece o fruto e o corpo e, Pinot Meunier – que imprime o aroma e o equilíbrio. Tudo nos vinhedos é feito pela mão do homem. A colheita manual, em especial a da uva Pinot Noir deve ser feita com muito cuidado para que o sumo negro, da casca, não escureça o champanhe que é uma bebida clara.

O nosso tour pelas caves da Maison , foi precedido da apresentação de um vídeo, que eu classifico uma obra de arte: trata-se de uma mistura de arte propriamente dita com a arte de confeccionar champanhe. Na abertura surge um pincel fazendo nuances coloridos de tinta sobre uma tela de uma forma tocante parecendo um bailado. De repente essas mesmas cores eram vistas em imagens criadas pela natureza como as folhas dos vinhedos nos tons alaranjados, amarelos , grenás, ocres. Enfim, fiquei extasiada vendo aquele conjunto de imagens acompanhadas por bela peça musical, dando-me a impressão de estar levitando! E olha, querido blog, que até aí, eu não tinha provado nenhuma gotinha de champanhe ainda!

Seguimos, por escadarias, ao sub solo para visitar alguns metros das adegas que tem uma extensão de 28 km, distribuídos em diferentes níveis. A cave foi construída em terreno escavado em calcário. A temperatura nesse subsolo é ao redor dos 10 graus Centígrados. É tão imenso esse lugar que não entendo muito como que as pessoas que por ali circulam sabem por onde cruzar para chegar aos seus destinos, pois além de ser iluminado com tênue luz, tem corredores para muitas direções e não percebi nenhuma sinalização indicativa de entradas ou saídas! Fantástico!
Entre as inúmeras informações que recebemos, lembro de que o champanhe necessita de duas fermentações. Fica pelo menos 5 meses engarrafado em posição de 45 graus com o gargalo para baixo, para depositar as impurezas advindas da fermentação. Durante esses meses , todas as garrafas são “mexidas” levemente. E a estatística da empresa informa que, duas a duas,51 mil garrafas são mexidas por dia. Inacreditável. Tudo pela mão do homem.

Depois o conteúdo desse gargalo é congelado e extraído da garrafa. Em seguida nesse vazio é colocado o que chamam de licor de champanhe para completar e, logo após, é fechada definitivamente, para depois de 3 meses de descanso em posição horizontal, ser liberado para comercialização.

Impressionou-me o requinte da Maison Moët & Chandon. Tem um lustre, muito lindo, todo feito com taças. E toda a decoração é bela. A boutique possui cestinhos para ir-se depositando os produtos até chegar-se ao caixa. Peguei um desses apenas para tirar uma foto pois, para meu bolso, os preços são proibitivos.

Tem uma garrafa de champanhe –a maior dessa boutique- que custa 6 mil euros. Por aí, querido blog, imaginas que esse liquido dourado seja a preço de ouro!




E então querido blog, provei o legitimo champanhe, como eles mesmo dizem pois no resto do mundo são espumantes! O legitimo, não pára de fazer borbulhas até a última gota. E quanto menores as bolhas, mais qualidade tem a bebida! E ao observar-se o borbulhar dentro da taça, tive a impressão de estar vendo uma névoa se descolando. Muito lindo!
Ah, quase que esquecia: não se deve permitir o estouro ao abrir-se uma garrafa de champanhe. Nem acreditei nisso!
O champanhe deve ser aberto com todo o cuidado para que se ouça apenas o suspiro da bebida que é a respiração do champanhe!
Como estava ouvindo os especialistas falarem, tive que aceitar,né? Vamodenovo?

terça-feira, 3 de julho de 2007

Saudade

Blog querido!

E então recebo o agradável telefonema da Teresa, perguntando-me se suas fotos ainda estavam depositadas no meu notebook! Responder-lhe positivamente foi tão bom quanto recebê-las para depósito! Suas fotos são tão lindas, com uma resolução extraordinária e muito bem motivadas, que seria pecado retirá-las do meu acervo.E como fiquei feliz de tê-las, pois ela havia perdido toda a carga de seu cartão da câmera, já em Porto Alegre, quando tentou descarregá-lo.A sorte que havia feito essa descarga no meu note!
Assim, alguns outros companheiros de viagem, por inexperiência com câmera nova ou até mesmo por alguma outra razão deixaram perderem-se as cargas de seus cartões, ainda durante nossa maravilhosa viagem, o que muito me sensibilizou!
Mas, paralelo a esses dissabores, reporto-me aos muitos bons momentos que tivemos nesse GTF e me dou conta de que nosso convívio no ônibus era integrador.


A começar pela constante presença de informações que nos eram passadas pelo nosso zeloso Beto, e os ensinamentos advindos de nosso querido mestre Monsieur Roche, sobre a história e cultura francesa.





No apara-brisas do ônibus, estava colada uma bandeirinha brasileira, que nos distinguia à distância, já que ele era de uma cor só e sem nenhuma inscrição em toda sua carroceria.

Diariamente havia rodízio nos lugares: os que estavam sentados nos primeiros bancos,passavam para trás e os que estavam nos segundos lugares iam para os primeiros e assim sucessivamente. Mas, isso, a partir da quarta fileira de bancos, contadas do fundo para a frente, porque a galera da cozinha , queria ficar lá mesmo. E nessa turminha estávamos nós, lembras querido blog?

Muitas vezes nos encontramos ali, onde fazíamos o teu rascunho para postar na primeira oportunidade que tivessemos!


Também ali mesmo, foram descarregadas muitas fotos das máquinas dos nossos companheiros! Víamos muitas imagens. A Daniela, sempre prestimosa a nos ensinar macetes da informática já que é especialista e sempre com a turma do “gargarejo”

ao redor. Era uma festa constante!
Captei algumas imagens do nosso “motora” que além de ser um “gentilhome”,sempre demonstrou ter um grande apreço pelo grupo, já que esta foi a segunda vez que conduziu o ônibus do GTF. E pareceu-me haver reciprocidade de parte dos passageiros, também , pois o Guenael (o nome do motorista) esteve sempre integrado ao grupo, principalmente quando não estava conduzindo. Seja fazendo uma corrida para abrir o ônibus, com a bandeira brasileira para sinalizar ao grupo onde seguir,

dançando com a galera,

ou até discursando em jantar de despedida! Foi memorável sua atuação

em tempo integral!
Ainda que faça pouco tempo que nos dispersamos já bate uma saudade de um convívio tão harmônico feito com um grupo tão especial! Vamodenovo?