Reencontrar as pessoas com quem partilhamos momentos inesquecíveis em viagens do Grand Tour é sempre algo gratificante. Na semana que passou tive essa oportunidade encontrando pequenos grupos, tanto da viagem deste ano como a do ano passado. Receber mensagens por e-mail e mesmo pelo correio, além de amáveis telefonemas para um bate papo, tem remetido meu pensamento para aquelas longínquas terras onde deixamos nossa admiração. E lembrando de nossa visita a Maison Moët & Chandon é que passo a falar um pouco dessa vivência.
A possibilidade de conhecer esse marco da região da Champagne, foi esperada por alguns de nós, como a culminância do roteiro. Eu, que não havia criado expectativas, fiquei extremamente surpreendida com tudo que vi e que aprendi!
A região chamada Champagne se estende por colinas suaves, doces e douradas a maior parte do ano. O que às vezes aparenta ser uma monotonia, na verdade é mesmo uma harmonia. E a bebida champanhe é, como dizem os entendidos, o mais elegante dos vinhos. Ele tem o poder de conduzir-nos a todos os estados de espírito.
A casa Moët & Chandon, que tem Dom Pierre Pérignon como patrono, é uma das maiores proprietárias de vinhedos de toda a Champagne. Esse monge beneditino do século XVII, Dom Pérignon, foi quem, com os diversos tipos de vinhos da região, fazendo misturas percebeu a formação de bolhas. A partir daí revolucionou o vinho tradicional chegando ao champanhe.
A bebida ali fabricada é composta por três espécies de vinhos oriundos das uvas: Chardonnay – que lhe dá o frescor e a acidez, Pinot noir q
O nosso tour pelas caves da Maison , foi precedido da apresentação de um vídeo, que eu classifico uma obra de arte: trata-se de uma mistura de arte propriamente dita com a arte de confeccionar champanhe. Na a
Seguimos, por escadarias, ao sub solo para visitar alguns metros das adegas que tem uma extensão de 28 km, distribuídos em diferentes níveis. A cave foi construída em
Entre as inúmeras informações que recebemos, lembro de que o champanhe necessita de duas fermentações. Fica pelo menos 5 meses engarrafado em posição de 45 graus com o gargalo para baixo, para depositar as impurezas advindas da fermentação. Durante esses meses , todas as garrafas são “mexidas” levemente. E a estatística da empresa informa que, duas a duas,51 mil garrafas são mexidas por dia. Inacreditável. Tudo pela mão do homem.
Depois o conteúdo desse gargalo é congelado e extraído da garrafa. Em
Impressionou-me o requinte da Maison Moët & Chandon. Tem um lustre, muito lindo, todo feito com taças. E toda a decoração é bela. A boutique possui cestinhos para ir-se depositando os produtos até chegar-se ao caixa. Peguei um desses apenas para tirar uma foto pois, para meu bolso, os preços são proibitivos.
Tem uma garrafa de champanhe –a maior dessa boutique- que custa 6 mil euros. Por aí, querido blog, imaginas que esse liquido dourado seja a preço de ouro! 
E então querido blog, provei o legitimo champanhe, como eles mesmo dizem pois no resto do mundo são espumantes! O legitimo, não pára de fazer borbulhas até a última gota. E quanto
menores as bolhas, mais qualidade tem a bebida! E ao observar-se o borbulhar dentro da taça, tive a impressão de estar vendo uma névoa se descolando. Muito lindo!
Ah, quase que esquecia: não se deve permitir o estouro ao abrir-se uma garrafa de champanhe. Nem acreditei nisso!
O champanhe deve ser aberto com todo o cuidado para que se ouça apenas o suspiro da bebida que é a respiração do champanhe!
Como estava ouvindo os especialistas falarem, tive que aceitar,né? Vamodenovo?
1 comentários:
Querida Ivete Suzana
Uau! Que aula de conhecimentos sobre vinhos, neste teu querido blog.E sobre champanhe, então... Puxa,com este de seis mil euros´,da até para trocar de carro.O jeito é só ficar sonhando, enquanto as borbulhas vão subindo.
É muito gostoso e instrutivo este blog!
Beijos
Marlene
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