O clima aqui no Rio Grande do Sul está convidativo para se ficar no aconchego da casa, com um foguinho na lareira, saboreando um chá quentinho e analisando o acervo de fotos.
É justamente pela limitação real do espaço que imediatamente me transporto para o virtual e aí sim, deixo de lado esse aguaceiro que têm sido os últimos tempos e, chego ao lindo dia ensolarado, e de temperatura agradável, que tivemos quando fomos visitar a propriedade onde, a partir dos anos 1880, viveu Claude Monet.
A propriedade foi doada por seu filho Michel (1878-1966) à Academia de Belas Artes. Após importantes trabalhos de restauração, conduzidos pelo Senhor Gerald Van der Kemp, a propriedade abriu suas portas ao público em junho de 1980.
Os jardins foram cuidadosamente reconstituídos graças a ajuda dos cadernos dos jardineiros de Claude Monet e também com testemunho dos que ali trabalharam e que poderiam trazer alguma informação técnica. De qualquer forma, foi contratado para esse trabalho, o jovem Gilbert Vahé, recém diplomado da Escola de Horticultura Francesa, que ainda nos dias de hoje tem muito cuidado para que seja respeitado o que Claude Monet chamava de “a mais bela obra: um quadro da natureza”.
Os jardins foram cuidadosamente reconstituídos graças a ajuda dos cadernos dos jardineiros de Claude Monet e também com testemunho dos que ali trabalharam e que poderiam trazer alguma informação técnica. De qualquer forma, foi contratado para esse trabalho, o jovem Gilbert Vahé, recém diplomado da Escola de Horticultura Francesa, que ainda nos dias de hoje tem muito cuidado para que seja respeitado o que Claude Monet chamava de “a mais bela obra: um quadro da natureza”.
E mais, não consigo definir claramente, se o nosso grupo ficou mais bonito porque estava nesses jardins ou se, os jardins ficaram mais bonitos porque o nosso grupo estava lá!
E aí volta ao assunto a cultura nipônica, pois a “ponte japonesa”, num recanto desse jardim, se tornou a imagem emblemática, motivo de inúmeras obras de Monet, e também a casa onde residiu o pintor, ainda decorada com a importantíssima coleção de gravuras japonesas formada por ele ao longo de toda sua vida.
A cultura nipônica volta ao assunto, querido blog, porque a postagem colocada e
m ti sob o titulo FRUTAS, faz essa referência. E aí me apercebo, que o tema tem evoluído com pessoas amigas e chega-se a constatação de que os japoneses aplicaram nas frutas a técnica das flores, isto é, deixá-las com cores mais vivas e de tamanho maior. Nessa transição perdeu-se o aroma, em ambas, e o sabor nas frutas. Mas isso tudo é empírico, querido blog, apenas divagações.
Voltando a Monet, é provável que o fascínio que tinha à cultura japonesa , tenha estado diretamente ligado ao cultivo das flores, cuja tradição pode ser até classificada como artística.
A chamada “Bassin au Nymphéas” é um lindo lago (ou açude?) , onde está uma espécie de flor tipo, a por mim conhecida como, vitória régia. É realmente lindo esse lugar, tanto que está sendo imortalizado a cada ano, por milhões de fotos! Inclusive as nossas, pois acredito que o grupo inteiro usou toda a capacidade de suas câmeras para registrar um pouco desse belíssimo lugar.
Voltando a Monet, é provável que o fascínio que tinha à cultura japonesa , tenha estado diretamente ligado ao cultivo das flores, cuja tradição pode ser até classificada como artística.
A família Monet apreciava muito as aves e os ovos frescos. Para lembrar essa vida rural, alguns animais de pequeno porte ocupam permanentemente um espaço protegido, ao lado da moradia.
A casa de Monet é pintada de cor-de-rosa com as aberturas verdes.
Não era permitido fotografar no seu interior, porém, acredito que a vigilância facilitou um pouco, quando por aí passei e não resisti, fiz alguns registros que aqui estão.
Depois fomos almoçar no restaurante do Ancien hôtel Baudy, localizado na mesma rua da casa de Monet. O lugar é aconchegante e significativo, pois aí Monet se reunia com a família e também com seus amigos pintores, como Renoir, Rodin, Cézanne e Sisley.
Lembro que algumas pessoas me perguntaram, quando me preparava para essa minha quarta visita à França,: “...de novo? Ainda não a conheces o suficiente?” Penso que não se consegue isso, pois se visita algumas cidades de algumas regiões, a cada viagem, ficando de fora muitas outras pequenas cidades com inúmeras atrações.
Enquanto eu puder, querido blog, irei à França para conhecer novos lugares e reencontrar-me com Paris! Vamodenovo?
1 comentários:
Bientôt, 3000 visiteurs, Ivete. C'est facille de comprendre cette réussite, dès que nous lisons ces paragraphes, écrites d'une façon presque lyrique, mettant en valeur tous les endroits que nous avons visité ensemble. Et là, nous retrouvons la Ivete câline, qui touche tout le monde par sa sensibilité et qui sait la communiquer comme personne. Bravo, mon amie, et continue a nous enchanter avec tes récits sur notre voyage. Bisous,
Eloá
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