quarta-feira, 13 de junho de 2007

Retomando

Muito bom-dia querido blog!
No ano passado quando voltei do Grand Tour VII, escrevi no blog daquele ano “ o mundo inteiro não vale o meu lar”. Pois continuo com a mesma opinião, querido blog. Voltar para casa é tão ou mais excitante quanto partir!
O meu retorno foi mesmo uma epopéia: para chegar à Estação de Waterloo, no centro de Londres, a Cibele e eu tomamos dois trens. Do centro de Londres até a Gare du Nord, em Paris, me servi do Eurostar.
Se não lembras, blog querido, é a linha ferroviária que passa dentro de um túnel construído sob o Canal da Mancha, ligando os dois países. São apenas 35 km do trajeto feitos dentro desse túnel, os outros cerca de 250 km são feitos em meio a campanha, com muitas pastagens, ovelhas e gado. Quando fiz pela primeira vez essa viagem no Eurostar, fiquei imaginando que enxergaria a água, quando estivesse dentro do tal tubo. Grande frustração, pois o trem entra para baixo da terra, mais ou menos uns 5 kilometros antes da beira da água e sai uns 5 kilometros depois . A gente aprende!
E chegando a Gare du Nord, tomei um trem da RER que me lavaria até a estação junto ao Aeroporto Charles De Gaulle. Em 2005 eu já havia feito esses trajetos e não aprendi que chega pois, nessa segunda –dia 11, quando tentei passar da estação do trem para o aeroporto, faltou-me o ticket que era necessário para essa transferência, pois havia uma cancela exigindo o tal ticket ( não sabia se o havia guardado quando embarquei ou se o havia colocado fora). E então, fiquei sozinha num grande espaço vendo todos os desembarcados do trem, passarem na cancela usando os seus ticketes e eu fui ficando e procurando o tal ticket. Não havia um só funcionário dos trens ou do aeroporto para me dar alguma informação como proceder. Enquanto fiquei pensando numa solução eis que surge um novo grupo de passageiros, agora vindo do aeroporto para a estação do trem. Não tive duvida, abordei o que me pareceu amistoso e pedi-lhe orientação. É aí que a barreira do idioma não existe para mim e me ajuda, pois gentilmente essa pessoa, puxou de seu bolso um ticket de seu uso, e liberou a cancela para eu passar. Perguntei-lhe quanto deveria lhe pagar ao que respondeu com um sorriso!
A partir daí, é um tal de sobe e desce até chegar no balcão da Tam para o check-in. Reencontrei, com muita alegria, 7 pessoas do Grand Tour VIII, com quem iria viajar de volta. O Monsieur e Madame Roche, me surpreendem pela sua disposição, sempre alegres, sem demonstrar, em nenhum momento, qualquer fadiga. E o Beto Conte, já não me surpreende mais, pois é o terceiro Grand Tour que faço sob a sua batuta e tudo é sempre impecável, destacando o seu bom humor constante ainda que possam haver alguns “abacaxis” para descascar. Fantastique! Ficamos na fila do Check-in, durante 2 horas , até que todos fossemos liberados, mas não o suficiente para tirar o nosso bom humor, como a foto o demonstra.Check-in feito, vamos ao relax.
Foi o que fiz num cantinho do aeroporto, com o sol ainda se mostrando, perto das 10 horas da noite.
O vôo estava lotado e saiu com uma hora de atraso. Dormi a viagem inteira, pois estava muito cansada e também porque não lembro de ter sido alertada de alguma turbulência, o que me despertaria.
Incrível, uns 5 minutos depois de termos pousado no Rio de Janeiro, baixou uma neblina que fechou o aeroporto durante quatro horas.Durante esse tempo, liguei para avisar ao meu amor que não fosse me esperar no aeroporto, em Porto Alegre, pois não sabíamos o horário da volta.
Chegamos em Porto Alegre, perto das 12 horas de um dia ensolarado.
Meu amor não estava em casa quando cheguei, pois tinha compromisso de trabalho, mas sua presença foi marcante através das flores que deixou para me acolher!
Entendes agora, querido diário, porque eu o amo tanto e porque adoro voltar pra casa? E sempre que puder, vamodenovo?

2 comentários:

Cibele disse...

Muito bem-vinda de volta e aproveita nosso lar por mim também! Beijo pra vocês!

Anônimo disse...

OI PRIMA!

Esse marido vale ouro...desejo que encontres o antido para mante-lo ao teu lado...ate a morte uni-los para sempre, como tu mesmo escrevestes.. E muito bom, maravilhoso viajar, mas voltar tambem tem o seu sabor...ainda mais como uma recepcao que nem essa.
Aloha
Mil Beijos
Maria