domingo, 24 de junho de 2007

Frutas

Blog querido!

Agora tenho a impressão invertida. Quando estava viajando parecia-me que a cada encontro contigo, era com meus familiares e amigos de perto que o fazia. Pois, neste momento sinto como se estivesse me encontrando com os amigos do grand tour e os de longe. Interessante isso!São as sensibilidades.

Outra coisa que muito me impressiona é a quantidade de acessos em ti.Dos quatro blogs que criei, tu és o mais visitado! Qual é o teu segredo, para ser tão lido? Serão novos leitores ou os mesmos visitando frequentemente? Esse é um tipo de curiosidade que toda pessoa “blogueira” tem. E mais, é nessa hora que a gente aspira ter um comentário de cada uma das pessoas que te lêem. Ah... o sonho é livre, querido blog.

Um assunto bem presente a partir deste GTF é sem dúvida sobre as frutas.
Lembro que na minha infância e até a adolescência, as frutas que degustava, tinham um sabor próprio, incomparável! Percebi já há alguns anos que não encontro mais àqueles sabores nas frutas de agora. Fiquei me perguntando se foram as frutas que mudaram ou teria sido o meu paladar que mudou. E então a resposta chegou-me, naturalmente, quando fui a primeira vez à Europa, em 2003, ao constatar que meu paladar era o mesmo!
Andando como peregrina pelos Caminhos de Santiago de Compostela, naquela ocasião, nos mais de 800 km feitos a pé, em território espanhol, degustei muitas frutas entre as conhecidas e mesmo as silvestres típicas de lá e resgatei o sabor que havia ficado para trás nas frutas degustadas aqui no Brasil. Em especial as uvas, pois caminhei ao lado de extensos parreirais das mais variadas espécies e sempre possuíam o sabor igual ao encontrado durante minha infância.
E então falando sobre isso com alguns de meus companheiros do GTF, ouvi comentário de que a partir da chegada de novas culturas agrícolas oriundas de países orientais, como o Japão, por exemplo, houve sim a mudança nos gosto dessas frutas. Teria isso algum fundamento real?
De qualquer forma, neste GTF apreciamos muitas frutas, estivessem elas sendo servidas no nosso café da manhã dos hotéis, expostas em feiras de frutíferos, bancadas em frente às fruteiras, em sobremesas, num bolo em vitrine de confeitaria, em árvore. Enfim, resgata-se lá, aquele sabor especial que as frutas tiveram na infância das pessoas da minha geração.
Também quando criança, apreciei muito a forma como meu pai ensinou-me a comer laranja: ele a descascava todinha, com um canivete, em forma de espiral, permitindo que a casca se transformasse numa longa tira que se podia enrolar. E para sugar o suco, fazia uma tampinha, que às vezes a gente chamava de poço. Claro que isso tudo foi associado no meu subconsciente como forma de carinho e daí o por quê desse apreciar.
E então, minha filha me ensina uma nova forma de comer laranja, acreditas querido blog? É isso mesmo, a Cibele e o marido, ao longo desses anos todos, vivendo em Londres, já estão um tanto “inglesados” , pois cortam a laranja em 8 gomos, com casca e tudo, e se vai com os dentes, puxando esses gomos da casca , sem perda de tempo e sem sujar as mãos. É claro que ao m

e ensinar isso, houve também uma porção de carinho ao que eu também apreciei, ainda que eu já esteja na minha “maturescência”. Mas carinho de pai ou de filha a gente não explica, apenas se sente! Vamodenovo?

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